quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Um minuto de saudade

Saudade é aquele momento que você pensa numa coisa,
e quer dividir com um alguém em especial,
e quando vai falar para aquela pessoa, ela não está lá.

A saudade acontece de repente,
pode acontecer após alguns minutos
que você se despediu daquela pessoa,
ou pode fazer semanas, meses ou anos
que você não a vê.

A saudade pode ser triste,
pois sentir vontade de ver, conversar
com uma pessoa que não se pode
mais ter nenhum contato,
seja porque ela "bateu as botas"
ou porque ela foi embora
de alguma forma na sua vida.

A melhor saudade é
aquela que você fica até ansioso
por ver a pessoa, que
pode ligar quando quer dividir um fato,
um ato, uma idéia,
e quando a vê
um abraço gostoso!

Saudade não se mata,
saudade se alimenta
[não muito!]
saudade é bom,
por causa dos abraços que ensejam!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Romaria!


Ao som da voz encantada da Elis,
que amamos tanto,

Romaria,
de autoria de Renato Teixeira [salve!]
uma das melhores e mais lindas músicas de todos os tempos,
música de verdade...

É de sonho e de pó
O destino de um só
Feito eu perdido
Em pensamentos
Sobre o meu cavalo

É de laço e de nó
De jibeira o jiló
Dessa vida
Cumprida a só

Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida

O meu pai foi peão
Minha mãe solidão
Meus irmãos
Perderam-se na vida
À custa de aventuras

Descasei, joguei
Investi, desisti
Se há sorte
Eu não sei, nunca vi

Sou caipira, Pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida

Me disseram, porém
Que eu viesse aqui
Prá pedir de Romaria e prece
Paz nos desaventos
Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar
Meu olhar

Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

simplicidade


Um bom café, forte, pretinho, açúcar mesmo,
expresso, passado, nescafé...
todos os dias, um bom café,
simples e gostoso.

:D

sorrisos no banco da praça


um sorriso na sua boca
são dois
:D :D

um sorriso sincero,
aberto,
puro, de felicidade,
braços abertos,
pra cima,
numa saudação ao mundo,
numa saudação à felicidade,
num ode à expressão do corpo!

Um caminhar de paz, leve
sentindo o aroma das plantas em redor,
as flores de laranjeira,
sentir fluir o vento frio entre os dedos e pescoço,
o ar gelado entrando nos pulmões,
o céu azul e nuvens roxas do por do sol,
sentar-se num banco de praça
e assistir um vovô
brincando com uma criança de 3 anos.

Rir...

Pensar em tudo num suspiro sereno,
pensar naquilo que magoa
e deixar lá no banco da praça,
com uma flor branca,
sem dizer adeus,
como uma escolha daquilo que se quer na sua vida,
deixar a mágoa com a solidão,
num banco de praça,
de castigo
e não voltar nunca mais.

Pular,
brincar com o cachorro sem dono,
sair correndo,
não como se estivesse fugindo,
mas alcançando,
indo ao encontro,
consciente, dono de si mesmo.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

cravos

Os cravos,
uma homenagem a você,
ao carinho,
aos abraços,
aos beijos,
e às surpresas da vida...
uma singela celebração às coisas pequenas e belas.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

livros

Verossimelhantes são as afirmações do tipo:
somos o que comemos, sobre os exercícios...
penso ser realmente verdade o
somos o que lemos,
somos o que pensamos ser
acredito na força da mente.

A ciência explica todo tipo de manifestação do ser humano,
mas não consegue explicar muita coisa que foge à regra,
as exceções "atrapalham" tudo... nada é matemático.

E, afinal, porque deveria ser?
Tudo me leva, quando penso no ser humano,
aquela velha constatação [que está se tornando chata]
dos controles... controle do Estado, controle do mundo,
não existe verdade, tudo é relativo, de acordo com o interesse daquilo que controla.

Trabalha-se para,
compra-se o que, como,
pensa-se nisto, desta forma,
age-se como...

Há um "script" feito pra nós,
irritantemente trabalha-se para viver, se não trabalhar e não tiver dinheiro: prisão,
compra-se o que há de promoção, compra-se o que a propaganda disse que era bom,
pensa-se que a gripe H1N1 é a mais terrível de todos os tempos [e veja-se, fique contente por estar vivo, conforme-se com seu trabalho, baixe a cabeça e agradeça todos os dias que você está vivo e pode trabalhar.... pense assim]
age-se como a novela demonstra, é hora de comprar coisas indianas....

Um grande amigo retratou a coisa da seguinte forma:
ser feliz mesmo é ser ignorante, a ciência das coisas traz sofrimento.
Verdade.
Aí, você sabe das coisas ruins do sistema e o quanto isso interfere na vida das pessoas
que morrem de fome por causa dele, e o que?
A maioria ignora, porque quer ser feliz,
então pra ser feliz, sabendo das coisas, você acaba se tornando um criminoso,
claro, não do pior tipo... [ou talvez do pior, sim]
como?
quando você sabe de um crime,
por exemplo: seu vizinho raptou alguém e vc não conta à polícia?
isso é crime, desse tipo mesmo.

Filosofias minhas e de mais alguns autores amigos...

A verdade não vem sozinha,
e tudo que você faz depois da verdade
é tentar abstrair isso da sua vida,
saber das duas verdades, e conciliar
a declarada e a não declarada.

Cidadania é algo que deveria entrar na educação,
cidadania não é só votar,
é resistir aos genocídios percebidos,
massas contra os grandes,
democracia...
fazer valer o direito,
esse deve ser o objetivo.

Porque da discussão?
Li, pensei, e agora discuti.
Há algo que precisa ser feito,
e o papel é transmitir, incitar o pensamento,
levantar o questionamento,
e fazer acontecer,
já está acontecendo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Veríssimo

duas dele, grande Luís Fernando Veríssimo, pequenas e sábias:

O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.