quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

haikai

chuva de manhã, desperto cedo
o dia prometia, então ela se fora, vazio
sobraram pétalas caídas no chão.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

enquanto isso, na sala de justiça...

A questão do PEC dos precatórios não passa de um motivo para comer uma pizza gorda e juntar a politicagem (que não é barata), eles riem, quem dá mais?

Estar político? Ser político?
E a verdadeira política?
Doença?
Venérea ou transmissível por aperto de mão?

Acabei de chegar e quero sentar na janela?
Ou as janelas, antes de mais nada, já estavam ocupadas?
Quem foi que guardou o lugar?
Por quanto?

Quem dá mais?

overdose

de café...
existe sim, olha só:

"* Há seis casos de morte por overdose de cafeína relatados na literatura;
* A dose letal para seres humanos foi estimada entre 3g e 8g (30 a 80 xícaras de
café) ingeridos;
* As mortes resultaram de convulsões e de colapso respiratório."
Retirado do site: http://psicoativas.ufcspa.edu.br/vivavoz/revisoes/cafeina.pdf

Pois é, passar das 30 xícaras é algo impensável...
se a xícara for de 150 ml, são 4 litros e meio de café,
não tomo isso de água!!!!

Fico com as minhas 4 xícaras diárias (no máximo 5).

Cafezinho é bom, e quase todo mundo gosta,
só cuidar pra não passar das 30 xícaras... rsrsrs

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Vini Vidi Vici



Se foi Júlio César quem disse,
dizem que foi...
Vim vi e venci, num tom sonoro de franqueza
e gesticular alto dos braços,
sem muita humildade, eu vim, vi e venci.



Quem pode dizer que nunca foi incendiado
pelas más-linguas?
... a infâmia da inveja
Quem não se surpreendeu com os feitos
que não fez?
Só eu?



Vim
vi
e
venci.



Do retrato simples,
o meu retrato raro,
um avesso do espelho,
dentro de mim, do globo ocular,
desocular os meus pensamentos...



Vim, vi e venci.

pura nouvelle vague,
eu vago, um pouco, só pra descontrair,
desencontrar os pensamentos...

Eu encontrei um pouco de paz.
Vim ----- Vi ----- Venci.
Uma etapa, um passo adiante,
eu vim num ciclo, de trás pra frente.

Sempre.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

renúncias

Não se deve renunciar a salvar o navio na tempestade
só porque não se sabe impedir o vento de soprar.

THOMAS MORUS

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Passantes

Olhares cúmplices, alguns amedrontados,
outros destemidos... sofridos.
Passo pela rua,
centenas de luzes vermelhas dos carros,
sobe a rua até perder de vista.

A chuva leve, macia....
Cai sobre o guarda chuva como se
fosse uma névoa fria que se deita sobre os passantes.
Um sopro:
como se premeditasse
como se fosse o silêncio da guerra
antes da batalha,
ou a saúde antes da morte,
apenas a melhora aparente.

A fila do mercado não á opção,
nos corredores pão e água estão no fim,
o barulho da chamada no guichê,
o número 12 em vermelho,
a pressa, a água avança, sobe.

Mais uma vez,
Blumenau teme, treme.
Nem choveu tanto desta vez,
choveu menos dias,
mas talvez tenha chovido mais.
Acompanho no site da rádio
7.5 metros é o nível do rio,
com 9 Blumenau já estará em muitos pontos alagada,
a previsão, se não chover mais é otimista:
não chega aos 8 metros.

Senti o cheiro do rio,
aquela água barrenta, um marrom amarelado,
lembrei da lama que cobriu a cidade até fevereiro... maio...

Tantos oram pelo cessar da fúria das águas,
como se as orações segurassem os barrancos,
num crer que a natureza se curva à fé.
Só penso,
ora ou outra,
no cheiro de morte
que trouxeram essas águas,
no sabor amargo do estrago,
o lodo recobrindo o asfalto,
o lixo molhado espalhado pelas ruas,
casas destruídas em cima de outras casas,
os olhos dos meus conterrâneos...
tão incrédulos quanto os meus.

Não sei se gosto mais daqui,
é bela, porém má,
impiedosa Blumenau.

Os passantes curiosos,
ao longo da Beira Rio, à beira do rio,
se cruzam com mau jeito,
batendo as pontas dos guarda-chuvas,
hipnotizados pelo volume de água.

Parou de chover,
simplesmente,
trabalho, e espero a próxima notícia,
quero ler:
"parou de chover em Blumenau,
o nível do rio começa a baixar,
ventos fortes e sol
para terça-feira, dia 29/09"

domingo, 27 de setembro de 2009

Pernas

Caminho,
penso que caminho,
penso, sou,
caminho, vou.

Uma brincadeira à parte com as palavras,
que bailam, num som colorido pelos céus do pensamento.
Um céu acinzentado na boa Blumenau,
perto de outubro mais uma vez,
o domingo nublado acalma os sons dos passarinhos,
e aviva a cor dos amores-perfeitos...

Ao som do teclado ao lado, um livro infatil surge das idéias
da mente de um menino de 10 anos, uma coçadinha com o dedo indicador
no meio da cabeça parece trazer a palavra certa,
a testa se contrai continuamente, um espreguiçar dos braços....
segue o piano de letras a cantarolar histórias...

Engraçado como o tempo passa rápido...
Pernas... para ir longe.