quinta-feira, 4 de agosto de 2011

rotina

depois de muita chuva nessa boa e velha Blumenau,
o sol apareceu seco e gelado,
olho o lixo separado, e a reciclagem que não aparece,
e o gás acabou no meio do preparo do bolo,
salvo (nem tanto) pelo microondas.
Quarta, dia de compras no mercado,
mais papel e plástico para reciclar...
o vento gelado bate a porta furiosamente,
como se pusesse o dedo em riste
na face do transitante.
Notícias de New York city na globo news,
crise, balão econômico, e a preocupação com a China,
aperto os botões do controle remoto,
ciente da troca de pilhas, o volume dispara alto...
Na romazeira desponta a primeira folha,
naquela imagem seca de inverno vejo um sinal de vida,
a cerejeira - ameaçada seriamente por mim, (na foto)
mostra-se interessada em continuar ocupando o centro do jardim
olho minhas orquídeas tímidas, noto que a Phalaenopsis prepara flores (!)
depois a trago para dentro, depois da previsão do tempo.... neve em Urubici.
Hora de sair....

segunda-feira, 27 de junho de 2011

alma em todo canto


Lembrando Fernando Pessoa:
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim,
nem que eu faça a falta que elas me fazem.
O importante pra mim é saber que eu,
 em algum momento,
 fui insubstituível,
e que esse momento será inesquecível.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Bonecas

Alice
menina da pele alva e longos cabelos dourados,
quer saber, e num tom afirmativo fala
- papai, parece que você vai ficar aqui até ficar velho...
as palavras cairam como taças e quebraram como ferro,
ensurdecendo pensamentos.

ela diz,
- não vou no brinquedo de criancinha, quero sentir um frio na barriga...
(referindo-se ao trem fantasma)

Alice,
menina, tens so poucos, pouquinhos anos,
quem te ouve menina?
quem vê a angústia cor de mel dos teus olhos?
nenhum preparo,

ninguém espera.

o que te espera Alice?

Contos bonitos, com praças coloridas ao alvorecer
árvores de pés de feijões,
galinhas que colocam ovos de ouro,
sonhos de miss e coelhos atrasados.

A vida não tem dó

meus olhos de infância
inda lembro
tinha medo do escuro
e do que tinha debaixo da cama

senti o frio na barriga,
mas não por causa do trem fantasma,
foi pelo que dissestes, menina. Deus te guarde.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

kit kat!

Curitiba,
12-02-2011

coisas da vida

todo mundo nasce para morrer...
frase detestável, na minha opinião,
quem se dispõe a este propósito
- inegavelmente obscuro -
precisa de pílulas da felicidade.

Nasci para viver, desimporta quando isso terá fim.

Já que estou por aqui...

mas outra coisa é certa, além de morrer,
é que iremos ter problemas...
mais certo que o velho e pobre dilema
do pagamento de impostos,
de médicos e assim por diante,
é que iremos ter muitos, muitos problemas

viver pode ser conviver com os problemas ou resolvê-los (utopia),
as falhas de outras pessoas - que causam problemas -
ou, evidentemente, as próprias falhas
e até mesmo um misto das duas,
são infinitas, e invariavelmente,
a forma de encarar determinada e emblemática questão
é a causa problemas maiores ainda.

De tudo de tudo, o que se tem afinal?
os problemas, a finitude da vida, dores afins, os outros e, "yourself"
não sou uma pessimista,
penso que a vida tem flores, amores, horas/dias/anos,
cheiros, sabores, pele, sonhos próprios e dos outros,
lembranças, agora e amanhã,
não dá pra viver a vida pensando no fim.

Bom é pensar que todo dia é começo,
todo problema, mais um,
toda dor, passa,
os outros, que se lasquem,
e eu
sai do caminho
que eu,
como já disse Quintana,
eu passarinho!