Versão The Doors no piano,
de George Winston,
Magnifíco!
segunda-feira, 12 de março de 2012
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
reflexão
no recesso todos os dias me parecem sábados,
exceto os domingos,
e penso dentro do reflexo, nas coisas futuras,
em silêncio, porque a força do esboço arrancaria-me
qualquer palavra.
ontem acordei sonhando com a tese enigmática,
que por horas me roubou as noites,
numa epifania de respostas,
concatenando as idéias,
na cabeceira
a caneta e o moleskine azul
caso pareçam efêmeras.
uma lista de afazeres barram este pensante
a seguir velozmente,
desimporta, se vivo, sigo.
para o deleite, recomendo,
àqueles que não podem custear a obra dos grandes pintores,
o "picture book", da Scala,
seleciona cinco obras do autor/estilo,
excelente.
exceto os domingos,
e penso dentro do reflexo, nas coisas futuras,
em silêncio, porque a força do esboço arrancaria-me
qualquer palavra.
ontem acordei sonhando com a tese enigmática,
que por horas me roubou as noites,
numa epifania de respostas,
concatenando as idéias,
na cabeceira
a caneta e o moleskine azul
caso pareçam efêmeras.
uma lista de afazeres barram este pensante
a seguir velozmente,
desimporta, se vivo, sigo.
para o deleite, recomendo,
àqueles que não podem custear a obra dos grandes pintores,
o "picture book", da Scala,
seleciona cinco obras do autor/estilo,
excelente.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
poeminha do fim da tarde
Finda tarde,
cega os olhos o sol oblíquo na passagem de pedra e piche,
um insistente fuça os nós do pensamento vivo
enquanto amenidades aquilatam o convívio lento
Não importa o tempo,
sempre finda a tarde,
o vento memórias,
nos caminhos desculpas.
Passo os olhos no colorido da paisagem,
que se converte na ideia,
fingindo ser ela a própria estampa
da saudade do vento.
na ambição da fruta,
marcam suas mordidas as larvas sedentas
nas flores perdidas
sabidas
em prol das borboletas.
o verde-azul divide o espaço,
e a cortina fendada recosta a janela aberta
escancarada pelo soprado gelado
espalhando razões pelo chão,
nos espaços vagos,
dos lembretes ardis dos esboços
cada dia mais suavizados.
cega os olhos o sol oblíquo na passagem de pedra e piche,
um insistente fuça os nós do pensamento vivo
enquanto amenidades aquilatam o convívio lento
Não importa o tempo,
sempre finda a tarde,
o vento memórias,
nos caminhos desculpas.
Passo os olhos no colorido da paisagem,
que se converte na ideia,
fingindo ser ela a própria estampa
da saudade do vento.
na ambição da fruta,
marcam suas mordidas as larvas sedentas
nas flores perdidas
sabidas
em prol das borboletas.
o verde-azul divide o espaço,
e a cortina fendada recosta a janela aberta
escancarada pelo soprado gelado
espalhando razões pelo chão,
nos espaços vagos,
dos lembretes ardis dos esboços
cada dia mais suavizados.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
rotina
depois de muita chuva nessa boa e velha Blumenau,
o sol apareceu seco e gelado,
olho o lixo separado, e a reciclagem que não aparece,
e o gás acabou no meio do preparo do bolo,
salvo (nem tanto) pelo microondas.
Quarta, dia de compras no mercado,
mais papel e plástico para reciclar...
o vento gelado bate a porta furiosamente,
como se pusesse o dedo em riste
na face do transitante.
Notícias de New York city na globo news,
crise, balão econômico, e a preocupação com a China,
aperto os botões do controle remoto,
ciente da troca de pilhas, o volume dispara alto...
Na romazeira desponta a primeira folha,
naquela imagem seca de inverno vejo um sinal de vida,
a cerejeira - ameaçada seriamente por mim, (na foto)
mostra-se interessada em continuar ocupando o centro do jardim
olho minhas orquídeas tímidas, noto que a Phalaenopsis prepara flores (!)
depois a trago para dentro, depois da previsão do tempo.... neve em Urubici.
Hora de sair....
o sol apareceu seco e gelado,
olho o lixo separado, e a reciclagem que não aparece,
e o gás acabou no meio do preparo do bolo,
salvo (nem tanto) pelo microondas.
Quarta, dia de compras no mercado,
mais papel e plástico para reciclar...
o vento gelado bate a porta furiosamente,
como se pusesse o dedo em riste
na face do transitante.
Notícias de New York city na globo news,
crise, balão econômico, e a preocupação com a China,
aperto os botões do controle remoto,
ciente da troca de pilhas, o volume dispara alto...
Na romazeira desponta a primeira folha,
naquela imagem seca de inverno vejo um sinal de vida,
a cerejeira - ameaçada seriamente por mim, (na foto)
mostra-se interessada em continuar ocupando o centro do jardim
olho minhas orquídeas tímidas, noto que a Phalaenopsis prepara flores (!)
depois a trago para dentro, depois da previsão do tempo.... neve em Urubici.
Hora de sair....
segunda-feira, 27 de junho de 2011
alma em todo canto
Lembrando Fernando Pessoa:
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim,
nem que eu faça a falta que elas me fazem.
O importante pra mim é saber que eu,
em algum momento,
fui insubstituível,
e que esse momento será inesquecível.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Bonecas
Alice
menina da pele alva e longos cabelos dourados,
quer saber, e num tom afirmativo fala
- papai, parece que você vai ficar aqui até ficar velho...
as palavras cairam como taças e quebraram como ferro,
ensurdecendo pensamentos.
ela diz,
- não vou no brinquedo de criancinha, quero sentir um frio na barriga...
(referindo-se ao trem fantasma)
Alice,
menina, tens so poucos, pouquinhos anos,
quem te ouve menina?
quem vê a angústia cor de mel dos teus olhos?
nenhum preparo,
ninguém espera.
o que te espera Alice?
Contos bonitos, com praças coloridas ao alvorecer
árvores de pés de feijões,
galinhas que colocam ovos de ouro,
sonhos de miss e coelhos atrasados.
A vida não tem dó
meus olhos de infância
inda lembro
tinha medo do escuro
e do que tinha debaixo da cama
senti o frio na barriga,
mas não por causa do trem fantasma,
foi pelo que dissestes, menina. Deus te guarde.
menina da pele alva e longos cabelos dourados,
quer saber, e num tom afirmativo fala
- papai, parece que você vai ficar aqui até ficar velho...
as palavras cairam como taças e quebraram como ferro,
ensurdecendo pensamentos.
ela diz,
- não vou no brinquedo de criancinha, quero sentir um frio na barriga...
(referindo-se ao trem fantasma)
Alice,
menina, tens so poucos, pouquinhos anos,
quem te ouve menina?
quem vê a angústia cor de mel dos teus olhos?
nenhum preparo,
ninguém espera.
o que te espera Alice?
Contos bonitos, com praças coloridas ao alvorecer
árvores de pés de feijões,
galinhas que colocam ovos de ouro,
sonhos de miss e coelhos atrasados.
A vida não tem dó
meus olhos de infância
inda lembro
tinha medo do escuro
e do que tinha debaixo da cama
senti o frio na barriga,
mas não por causa do trem fantasma,
foi pelo que dissestes, menina. Deus te guarde.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
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