quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

medos


o medo impede de seguir adiante,

sempre trará lembranças

de algo que você queria fazer e não fez

de algo que você quis

mas não teve atitude

força o bastante para enfrentar os riscos

assumir as consequências,


"abrir o peito à força, numa procura"


nunca conheci nenhuma pessoa de sucesso que tenha se deixado levar pelo medo,

difícil imaginar a existência de grandes pioneiros

não fosse pela paixão e coragem de seguir

a terra não seria redonda

o catolicismo seria a religião única no mundo

mpb, bossa nova, tropicália

e acho que todos viveriam na Europa...


afinal, o medo

qual seja

falar,

rir,

seguir os sonhos,

conhecer lugares, pessoas,

perder,

arriscar,

dar o primeiro passo,

contradizer,

viajar,

é um muro

como o de Berlim

algo sem sentido,

ridículo

onde se escondem os covardes

que deve ser derrubado,

superado.


o medo é algo aprendido,

não se questiona o medo

qual é a razão para se ter medo?

o que você faria se não tivesse medo?

medos são resquícios de uma educação punitiva

pra algumas religiões, até Deus pune

o Estado pune até hoje

é de se pensar

o seu sucesso, sem medo, amedronta alguns

o mercado é limitado

o seu sucesso é o medo de outros.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

René Magritte

O Filho do Homem

Fahrion, João


Nu com luva
Obra de acervo permanente do MARGS.

a felicidade


“Faça o que for necessário para ser feliz.
Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples,
você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade”.

Mario Quintana

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

simbologias...

não há simbologias convincentes
que ou quais objetivos delas?
sem consciência, classifica-se as pessoas pelas suas atitudes,
com a visão individual,
talvez não se possa compreender alguém,
talvez, alguém sempre disse outra coisa que não é a que se ouve,
pesos e medidas, infames, individuais.
ainda assim,
apesar de pouco se crer,
falo daquilo que identifico como verdadeiro
ou mesmo daquilo que aprendi ser verdadeiro.
identifico muitas verdades em mim
apesar de desconfiar que elas não são verdadeiras...
sigo minha intuição.

um Porto

disse até logo
porque volto, eu volto
Porto Alegre cultural
suas casas antigas, tão lindas
complexo, um corpo de poeta
seus poetas
suas músicas e arte
fervia!

a lua cheia iluminava minha volta
queimava o céu de tanta luz
mostrava as luzes da cidade
dois "céus" em paralelos.

não seguro, mas um porto
cheio de idéias
à espera dos viajantes
inseguro
mas infinitamente
belo.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

cittá

bela cittá...
cresce desenfreada
aturdida
caótica

era uma menina
12 ou 13 anos
talvez menos
um corpo infantil
6 da manhã
a rua comia seus cabelos
as pontas de seus pequeninos dedos

era uma menininha
jogada aos becos
adoecida
dormia
encostada às portas
de uma grande loja
que sugava sua alma

seus trajes não eram de menina
seus trajes...
trapilhos
sujos da podridão
daqueles que a envenenaram
talvez um trago
uma pedra... quem viu?

magra, pele seca
11 anos me parece, talvez 10
pezinhos calçando uma sandália
simples
haviam rachaduras
nos pés jovens da menina
de andar na rua
sem ninguém
à margem
sempre à margem
sem ninguém

boates
diversão
ela sorria
decerto... mergulhada na noite
podre
que a consumiu
sobrou
a menina
jogada no asfalto da vida.

que mundo!
penso
tantos assim...
tantos
o dinheiro os consumiu
não tinham
arrancaram-lhes sua própria alma
pra pagar

que mundo!
eu vi
vi a menina
adormecida
não vi seu rosto
medo
dela
quis ter feito algo
pensei
passei pela menina
passei
agora eu choro
pela menina
ela ficou em mim...
pobre menina!

a cidade?
era bela
continua bela
ela era mais bela.